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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Mitologia e os Signos - Libra



Páris, filho dos reis de Tróia, Hécuba e Príamo, seria segundo o oráculo o destruidor de Tróia. Foi então abandonado, após seu nascimento, num monte para que ali morresse. Dias após um pastor encontrou o recém-nascido sendo amamentado por uma ursa. Pegou então o pequeno ser e introduziu-o entre os pastores, para que por eles fosse criado. Páris cresceu forte, imponente e zeloso pelo seu rebanho. Numa ocasião ao assistir a luta entre um de seus animais e outro touro,decidiu pela vitória do outro com completa imparcialidade.

Numa outra ocasião coube a Páris escolher entre as três deusas do Olimpo, a mais bela. Usou de toda diplomacia e astúcia para não ofender a nenhuma delas, porém foi-lhe determinado por Zeus que apenas uma deveria ser a escolhida. Após a análise bem feita, Páris acabou por decidir-se por Afrodite, uma deusa bela, sedutora e que lhe prometera cumplicidade com a futura esposa Helena.

Esta, na verdade, era esposa de Menelau. Páris, ardilosamente usurpou a esposa de Menelau e seus tesouros e que custaram a Menelau, sua vida e, a Tróia, sua ruína. Porém, foi também em combate que Páris feneceu. Este personagem, no entanto, mostrou-se bastante covarde nos embates corpo a corpo o que fez Helena decepcionar-se e finalmente acreditar que não estava diante do herói que ela pensava, do seu par ideal.

Cada uma das passagens apresentadas tem muito das características das pessoas que tem a data de nascimento compreendida entre "23 de setembro" e "22 de outubro", ascendente em Libra e que tem Vênus como planeta importante no Mapa Natal.

Características de Libra:

Cooperação, harmonia, busca eterna do equilíbrio, senso ideal da justiça, busca do bom e belo, diplomacia, equilíbrio entre seu eu e o outro, busca da estética, sabe apreciar as artes de um modo geral, busca uniões amorosas, envolvem-se em algum tipo de relacionamento seja seu ou do outro, não suportam a solidão, precisam promover reuniões sociais, estar em grupos, não gostam de ver alguém solitário, conseguem manter distância emocional em situações de emergência, acham saídas adequadas quando sob pressão, não suportam violência e nem sujeira, não gostam de sujar as mãos, tem ideal de justiça bastante elevado que muitas vezes não atinge seu aspecto prático, tem dificuldade para tomar decisões e transferem freqüentemente para os outros, as mulheres habitualmente tem grande admiração por seus pais e casam-se com homens que detém características semelhantes, são leais, devotadas.

Adoram a vida das cidades onde há novidades, movimento, vida social. Gostam sempre de estar entre as pessoas conversando, trocando idéias, dificilmente conseguem concretizar seus objetivos, relacionam-se com o sexo oposto sem que tenha que haver um conteúdo erótico, tem dificuldade para uma troca afetiva mais íntima, são intelectuais, não suportam ser expostos a situação de ridículo, tem tato, habilidade política e estratégia inatas, desejam no casamento parceria e igualdade e a oportunidade de participar da carreira de seu cônjuge em troca de tomar conta da casa e dos filhos, gostam de manipular pessoas, exigem o cumprimento do compromisso no casamento, procura sempre manter as aparências mesmo que esteja pululando de ódio, podem aturar situações bastante desconfortáveis para manter a vida a dois, podem vivenciar o casamento como um jogo de poder.

Situação dramática pode ocorrer quando há uma simbiose tão grande entre marido e mulher, pode criar-se um clima onde seja acionado o arquétipo de mãe devoradora dado o nível de obsessão que faz, tem muita dificuldade de vivenciar o lado lúdico do amor, as mulheres utilizam sedução e as formas indiretas para agir e atingir seus objetivos. Estão na eterna busca do par ideal.

Símbolo: Pratos de uma balança

domingo, 20 de dezembro de 2009

Mitologia e os Signos - Touro (Mito I)


Constelação de Touro

Afrodite, a nascida das espumas, era filha de uma mistura do sêmen de Urano e da água do mar. Era cultuada em Roma como Vênus, deusa do amor e da beleza. Indolente e caprichosa preferia o prazer ao trabalho árduo. Vingava-se daqueles a quem não conseguia seduzir. Apesar de bela e irresistível, Afrodite foi obrigada a casar com Hefestos. Este era feio e coxo, embora fosse hábil. Cubria Afrodite das mais belas jóias e, ainda assim, a bela deusa traiu seu esposo de várias maneiras. Seu grande amante foi Ares, com quem gerou quatro filhos: Eros (Amor), Harmonia, Deimos e Fobos.

O grande amor de Afrodite, no entanto, foi Adônis. Este foi entregue a Perséfone para criá-lo. Apaixonada também pelo rapaz, Perséfone contou a Ares da traição de Afrodite. Ares transformou-se num animal selvagem e quando Adônis saiu para caçar foi atacado e morto pelo amante enciumado. Assim, Afrodite sentiu a mesma dor que impusera a todos os seus amantes, naquele momento em que Adônis morrera.

As passagens apresentadas tem muitas das características das pessoas que tem a data de nascimento compreendida entre "21 de abril" e "20 de maio", ascendente em Touro e que tem Vênus como planeta importante no Mapa Natal.

Características de Touro:

Fertilidade, estabilidade, fixação, posse, paciência, reações emocionais violentas frente a perda de suas posses, jogos de sedução, consciência material, impulso sexual profundo, necessidade de ter primeiro a prática para após elaborar o compromisso, a experiência do aqui e agora, o perfume, o toque e todas as sensações são bem percebidas por este signo. Podem agir sem medir as conseqüências de seus atos. Buscam a experiência arquetípica do amor e teimosia.
O lado sombrio é caracterizado pelo desejo de vingança, são capazes de abrir mão de coisas valiosas em nome do amor, tem liberdade de escolha pois não se preocupam com a continuidade, são bons anfitriões, tem dotes culinários, gostam de plantar, são tranqüilos, possuem paixão e ciúme pelas posses e pessoas queridas, tem necessidade de segurança através dos bens materiais.

Símbolo: Touro

sábado, 22 de agosto de 2009

Pérolas da Mitologia - Momento Mágico

(Afrodite de Knidos, Praxiteles - Museu do Vaticano - Galeria das estátuas)
Frinéia, uma simples cortesã, galgou a galeria dos personagens inesquecíveis do antigo mundo grego, ao lado de filósofos, poetas e grandes estadistas. Ela era especial, pois, ao contrário das outras, que passeavam com túnicas transparentes para mostrar os detalhes do corpo, Frinéia usava um manto comum para manter sua beleza escondida dos olhares indiscretos. A ninguém, a não ser para os íntimos, mostrava seus braços ou seus ombros magníficos, e jamais frequentou os banhos públicos, hábito tão em voga naquela época. Mas um dia, durante as grandes festas dedicadas a Posêidon, diante de milhares de participantes vindos de todos os pontos da Grécia, ela avançou no meio da multidão reunida junto à praia e ali, no ponto em que o mar encontra a areia, sem dizer palavra, deixou cair o manto a seus pés e entrou lentamente na água, completamente nua, a não ser pelos longos cabelos soltos que caiam até os quadris. Entre os espectadores maravilhados, estava Praxíteles, o mestre escultor de Atenas, que imortalizou aquela visão quase divina ao trasnspor as formas de Frinéia para o mármore polido da famosa estátua de Afrodite, tornando-se o primeiro escultor a desnudar completamente o corpo da mulher.
Antes dele, tanto as deusas como as simples mortais apareciam sempre vestidas e os artistas mais ousados se limitavam a representá-las usando vestes molhadas, coladas ao corpo, para realçar suas formas. Praxíteles, com sua Afrodite, inspirado em Frinéia, fixou o modelo quase definitivo de nu feminino na arte ocidental, o da vênus pudica, ou seja, da mulher que tenta esconder sua nudez ao ser surpreendida sem roupa. Mais tarde, numa variante do que fez o escultor, encontramos no "Nascimento de Vênus", do pintor Boticelli, em que Vênus(como Afrodite era chamada pelos romanos), cruza um braço à sua frente para ocultar os seios, enquanto mantém o outro baixo, de modo a deixar sua mão escondendo o púbis, numa atitude que, como se vê, atrai nosso olhar exatamente para os pontos que estão sendo escondidos.
Não foi por acaso que a posteridade elegeu a Afrodite de Praxíteles como o símbolo do pudor, esse ingrediente indispensável para existir o erotismo. Afinal, ela era a deusa do amor e devia entender muito bem que sem a luz não existe sombra, e que, sem esse jogo tão feminino de esconder o que depois vai mostrar, todos nós - homens e mulheres - não conheceríamos aquele momento mágico de transgressão e de vertigem em que o manto de Frinéia finalmente cai no chão.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Pérolas da mitologia - Segredos de mulher

(O nascimento de Venus - Botticelli - Galleria degli Uffizi, Firenze)
A mais bela das deusas, Afrodite, era odiada pelas outras deusas desde o momento em que colocou seus pés no Olimpo. Ela surgiu toda nua, do meio da espuma das ondas do mar, numa grande concha nacarada que o vento carregou até a costa de Chipre. Ali foi acolhida alegremente pelas Horas, divindades benfazejas, que a vestiram, pentearam e enfeitaram. Um carro puxado por pombos levou-a até o Olimpo, onde chegou sob aplausos dos deuses. Eles ficaram tão atraídos por sua beleza e sensualidade, que não houve um só deles que não começasse a pensar num modo de possuí-la. Percebendo o desejo deles, as deusas passaram a odiá-la com todas as forças que tinham.
Para evitar confusão, Zeus a casou com Hefesto, o ferreiro divino. Mas logo surgiu um relacionamento secreto entre ela e Ares, o deus da guerra. O marido só ficou sabendo quando Hélio, o deus do sol, que tudo via lá do céu, contou-lhe sobre o que os dois faziam na sua ausência. Hefesto decidiu vingar-se usando suas habilidades inigualáveis de artesão. Teceu uma rede finíssima como a da aranha, mas tão resistente quanto o próprio diamante, e com ela montou uma armadilha no teto do quarto, por sobre o próprio leito conjugal, que também era usado pelos amantes. Depois anunciou à esposa que precisava viajar, demorando-se por alguns dias fora de casa. A presa caiu no laço: Ares veio ter com Afrodite, e os dois, levados pelas asas do desejo, correram para a cama e para sua própria perdição. A rede caiu sobre eles e deixou-os completamente imobilizados, presos uma ao outro no abraço proibido. Hefesto, que observava escondido, surgiu então junto ao leito, rubro de cólera, e se pôs, em altos brados, a conclamar os imortais para que viessem testemunhar o ridículo da cena. Todos os deuses acorreram, felizes pela chance de contemplarem, à vontade, a nudez de Afrodite, que ardia de vergonha. Mas as deusas não vieram. Embora detestassem a rival, nenhuma quis participar daquela cena constrangedora.
Porque as deusas não se entregaram às delícias da schadenfreude, palavra alemã que expressa aquela doce alegria pelo sofrimento dos inimigos. Ninguém sabe. Homero sugere que elas pouparam Afrodite por causa do pudor natural de seu sexo. É provável que as próprias deusas não saibam explicar por que não foram lá. As mulheres sabem coisas dos homens que eles mesmos ignoram. Mas também é certo que elas não detém a chave dos próprios segredos. Elas também não sabem tudo. Vale para elas o que disse Heródoto a propósito da Esfinge: os enigmas do antigo Egito eram enigmas também para os próprios egípcios.